Gerações diferentes. Como gerir?

As empresas são compostas por diferentes pessoas. A diferença está presente no nosso ADN, na nossa forma de ser, estar e agir. Fomos educados de determinada forma e temos de compreender que todos nós vimos de contextos, realidades e épocas diferentes.

Hoje decidi falar-vos da diferença de idades nas organizações, algo que não deveria ser tema, mas é e necessita de ser exposto com clareza e objetividade. 

Para procurar dar-vos uma opinião “pública” questionei pessoas aleatoriamente sobre este tema e recebi diversos feedbacks interessantes

TESTEMUNHOS:

VALORIZAÇÃO DA EXPERIÊNCIA 

“Com 30 Anos trabalho e trabalhei diariamente com pessoas de 60/65 anos.

Em primeiro lugar é fantástico. Com respeito mútuo é maravilhoso. Depois da experiência, não há nada mais valioso do que a experiência dos anos de trabalho e esses ensinamentos para mim são valiosos. Os livros não têm!!!

E a valorização… As pessoas mais velhas dão um valor tremendo a nós que estudamos…”

A MUDANÇA

“Os mais velhos são avessos à mudança. E quando quero mudar um procedimento porque claramente é mais rentável fazer de outra forma respondem-me que não, porque sempre se fez daquela forma então é para continuar a fazer…”

ANOS DE EXPERIÊNCIA E NOVAS TECNOLOGIAS 

“As pessoas mais velhas têm mais dificuldade em se adaptar às novas tecnologias, acham que o método  mais antigo é o mais eficiente. E os mais novos às vezes pensam que sabem tudo e nao aceitam uma opinião com mais experiência”

RECONHECIMENTO, EXPERIÊNCIA E AFASTAMENTO

“Ora, como tudo tem vantagens e desvantagens. Na indústria é frequente trabalharmos com pessoas de idade próxima da dos nossos pais, que geralmente são os que lá trabalham há mais anos e que têm menos escolaridade. É fantástico ver o que podemos aprender com eles, um saber-fazer que só quem realmente faz e o faz há muitos anos é que consegue explicar. Acaba por ser uma moeda de troca, eles ensinam o que sabem com todos os anos de experiência e nós ensinamos o que aprendemos a estudar. Claro que tem de haver um jogo de cintura e capacidade de perceber como conseguimos ganhar a confiança desta faixa etária, porque só confiando em nós é que nos confiam o seu conhecimento e querem aprender algo de nós. Mas é das melhores aprendizagens, e que mais frutos dá. Aliar o saber fazer ao saber-saber. 

Em contrapartida, as pessoas que entram mais recentemente, e muito em épocas sazonais são mais jovens que nós. E por vezes é mais complicado trabalhar com jovens, porque como vêm que têm idade próxima, não têm tanto respeito e chegam a falar connosco da mesma forma que com os colegas da escola. É preciso saber manter um distanciamento maior com uma faixa etária mais jovem, pelo menos numa fase inicial, de forma a que percebam que não somos amigos mas sim colegas e chefias. Passada esta fase, podem ser muito bons colegas de trabalho, que conseguem atingir facilmente os objetivos. Em algumas situações o nível de educação é menor nos jovens  de hoje, e quando já têm uma postura, dificilmente mudam ou ajustam.

Não posso dizer que tenho preferência nas idades com quem trabalho, digo antes que uma boa equipa deve ser mista, com várias idades, pois em todas elas pontos fortes e fracos que se compensam e completam.”

“Eu tive sorte de apanhar uma pessoa mais velha que me foi dando dicas e me foi ensinando. Infelizmente o senhor não é muito ágil no que toca à modernização dos métodos de trabalho. Muitas vezes não concorda com a mudança de um método de trabalho mas acaba por respeitar sempre.

Trabalhar com pessoas novas… há malta que alinha em tudo. Sem problemas. Mas há pessoas que, por estarem habituadas a rotinas, não se sentem confortáveis com fazer algo diferente. Portanto… acho que há “velhos do Restelo” em quaisquer faixas etárias. Depende das vivências e da mente de cada um.”

“Trabalho com pessoas mais velhas.Há vários tipos de experiências, somos todos diferentes ! Mas a maioria são umas “mãezinhas” para mim. Tratam assim com carinho de mãe e filha …Ficam fascinadas com a nossa aptidão para as tecnologias e querem sempre muito aprender. Ajudamos imenso a nível da informática. Depois também encontro pessoas resilientes que dizem que não se faz assim porque sempre foi de outra maneira”

Se repararem as opiniões não diferem muito e a principal conclusão que tiro é que de facto existem pontos muito positivos em equipas mistas e de várias faixas etárias. Importante é apostar na integração e motivação dos colaboradores constantemente.

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Adriana Silva

Sou a Adriana Silva.

Sou Licenciada em Relações Humanas e Comunicação Organizacional e Mestre em Marketing Relacional.

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