Tenho um problema. Porque razão tenho receio e vergonha de procurar um Psicólogo?

Porque é que isto acontece? Neste período pandémico muitas pessoas foram colocadas à prova na sociedade, sem rumo e sem saber o que fazer. Falo com algumas pessoas que sentem que se passa algo no seu íntimo, mas que, efetivamente não conseguem perceber o quê e por essa razão necessitam de um apoio especializado.

Espero que saiba que, se está nessa situação, consultar um Psicólogo não é sinónimo de estar doente ou que tem algo grave. Significa que reconhece que precisa de ajuda e deve procurar apoio. Existe um estigma em volta deste tema, mas honestamente não percebo o porquê. Não tenha vergonha de o reconhecer.

Em conversa com o meu amigo e psicólogo Edgar Custódio, percebi que a ansiedade é um tema atual e que muitas pessoas o procuram porque se sentem ansiosas e não sabem o porquê ou como sair desta situação. Deixo-vos a opinião do Edgar sobre o assunto e os contactos dele, caso necessitem de apoio, de uma opinião ou simplesmente de conversar.

“Cada vez mais somos convidados a refletir acerca do impacto que as demandas da sociedade têm sobre nós; por um lado, somos confrontados com a necessidade de nos mantermos ativos; é nos dito que necessitamos de estar ´´ON“ a toda a hora.

Estar ativo profissional e socialmente faz com que, por vezes, nos sintamos em esforço, ansiosos e levantando a questão se estamos a tomar as decisões certas que contribuam para o nosso bem-estar, que melhorem a nossa qualidade de vida.

Falamos de ansiedade, dizemos que estamos stressados, que não dormimos bem… e por vezes não compreendemos que o nosso corpo necessita de fazer uma pausa.

Atualmente os transtornos de ansiedade são dos quadros psicológicos que mais impactam a nossa sociedade. Controlar as preocupações, pânico, medo é uma luta constante e, quanto mais se tentam identificar os gatilhos ou fugir deles, piores as situações se tornam.

Todos nós sentimos medo e ansiedade.  Mas qual a diferença?

Ficar com medo de ser assaltado, de chumbar num exame importante, de ter um acidente rodoviário é comum, são experiências que quase todos nós vivenciamos. Podemos definir o medo como uma emoção universal, que nos alerta para perigos e, por isso, torna-se muito útil no nosso quotidiano visto que nos protege de uma ameaça.

Quando falamos de ansiedade, o panorama é bastante diferente, tal como o medo, também faz parte do nosso dia-a-dia, porém, poderá tornar-se patológica quando excessiva e persistente. Falamos de um estado emocional intenso, complexo e prolongado que muitas vezes é desencadeado por um medo inicial e que nos afeta de forma física, cognitiva, comportamental e emocional. A realidade é que o nosso corpo vivencia a ansiedade de diversas formas, desde palpitações, tremores, falta de ar, pressão no peito, tonturas, náuseas, suores, boca seca (sintomas físicos); o que nos leva a ter medo de perder o controlo, medo das opiniões dos outros, sentimo-nos confusos, desconcentrados, com pensamentos assustadores (sintomas cognitivos). Evitamos, fugimos, ficamos agitados, hiperventilamos, paralisamos e temos medo de falar (sintomas comportamentais). Por fim, sentimo-nos nervosos, tensos, irritados, assustados, impacientes e frustrados (sintomas emocionais).

Existem várias formas de gerir estes sintomas que afetam constantemente o modo como lidamos com o nosso dia-a-dia e que são um impedimento para uma vida saudável e feliz; a ajuda de um profissional, por exemplo, é muito importante para aprendermos a interpretar, compreender e a desenvolver estratégias adaptativas para gerir esta patologia.”

Contactos do Psicólogo Clínico – Edgar Custódio

https://www.facebook.com/edgar.custodio.1253

efbcustodio@gmail.com

https://www.linkedin.com/in/edgar-custodio-9343a68b/

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Adriana Silva

Sou a Adriana Silva.

Sou Licenciada em Relações Humanas e Comunicação Organizacional e Mestre em Marketing Relacional.

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